sábado, 14 de janeiro de 2012

E agora o que faço... estou a dar em doida!

Consegui uma consulta de Plástica no hospital da Prelada. No passado dia 11 fui à consulta. Vim de lá completamente confusa sem saber o que fazer. O Dr. Manuel Maia observou-me e disse-me que não podia fazer o Tram Flap pois não tenho barriga suficiente para o fazer. Disse-me para fazer com o expansor e depois colocar a prótese. Concordei pois o que haveria eu de dizer?
No I.P.O. disseram-me que ia fazer Tram Flap este agora diz-me que não. Não sei o que pensar . Tenho medo de tomar a decisão errada. Tudo o que eu posso dizer é que este observou-me correctamente o médico do I.P.O. apenas viu a cicatriz da mastectomia e mais nada.
Não viu se eu tinha ou não barriga. Não me observou. Como é que um médico pode dizer o que vai fazer sem observar o doente?
O certo é que eu estava convencida que ia fazer o Tram Flap. Agora tenho medo de optar pela cirurgia errada.
Pedi ajuda à minha vizinha que lá trabalha. Ela pediu opinião a uma enfermeira experiente e que me conhece.
A opinião da enfermeira é que eu não tenho barriga para fazer o Tram Flap e o mais provável é que na consulta do pré operatório do I.P.O. cheguem à conclusão que tenham de me fazer a reconstrução por expansor e prótese. Disse-me para eu não olhar para trás pois na Prelada tem lá muito bons cirurgiões plásticos e no I.P.O. está muito atrasado.
Mesmo assim a minha vizinha foi colher outra opinião. Falou com a enfermeira da Plástica. Pediu-lhe opinião e até perguntou se seria possível o médico dar-me uma opinião. A opinião dela foi que eu fizesse a reconstrução na Prelada pois está tudo muito atrasado. Quanto a pedir uma opinião ao médico ela receia que ele não goste pois, o mais provável será ele perguntar-me o porquê da minha dúvida. Teria de lhe dizer o porquê e aí ele pode-me dizer:
 - Se não confia em mim vá para a Prelada! 
Aqui em casa outra confusão! O meu marido vê as coisas de outra maneira. Ele pensa que eu complico muito as coisas. Por ele eu perguntava ao médico do I.P.O. e pronto. Se ele não me observou não pode afirmar o que disse e tem mais é que me tirar as dúvidas e ainda eu não tenho que lhe dizer o porquê das minhas dúvidas.
Eu não consigo ver as coisas por este ponto de vista e acabamos por entrar em conflito ao ponto de eu não conseguir discutir o assunto.
Não consigo perceber se ele está com a razão ou se sou eu. Como estou tão confusa, anciosa e  nervosa tenho receio de não estar a ser coerente. Estarei errada?
E agora o que faço? Tenho medo de optar pela cirurgia errada.
Mas e se ficar à espera e depois o I.P.O. acabe por fazer a reconstrução pelo expansor?
Vou pedir uma terceira opinião mas agora a um médico de Plástica. Vou ver o que ele me diz. Tenho de tirar esta duvida da minha cabeça o mais rápido possivel pois o médico da Prelada disse-me que eu em breve vou ser chamada para colocar o expansor.
A minha cabeça está a dar um nó! Estou farta disto tudo, se não tivesse tido cancro não estaria a passar por isto tudo. Estou farta de ser forte, de viver assim, estou cansada...