domingo, 4 de dezembro de 2011

outra história da minha escola que me deixa com os cabelos no ar

Quando soube da história do jogador Carlos Martins, que o filho dele tinha leucemia as lágrimas começaram a rolar-me pela cara, e fiquei com o coração tão, tão apertado que nem imaginam. Eu tenho dois filhos que são a minha vida e o meu menino tem precisamente a idade do dele. Chorei e senti a dor deles como se fosse minha.
Podem pensar que estou a exagerar mas acreditem não é exagero nenhum. Vim almoçar a casa e estive a ver a entrevista no programa da Praça da Alegria. Fiquei triste o dia inteiro.
Saí de casa para levar os meus filhotes novamente à escola e já tinha um plano na cabeça.
Cheguei à escola deixei os meus filhotes nas suas salas e fui ter com as minhas colegas. Fiz-lhes o apelo para fazerem a recolha de sangue para se tornarem dadoras de medula. Muitas delas aceitaram eu diria mesmo todas aceitaram. Fui então ter com a com a coordenadora da escola perguntar se podia falar com as colegas das outras escolas. Ela respondeu-me que não havia qualquer problema. Mas eu ainda fiz melhor, liguei para a sede do meu agrupamento para falar com o coordenador do 1º ciclo. Consegui falar com ele e como sempre ficou de me dar resposta pois, ia falar primeiro com a nossa directora. Os dias foram passando e resposta nada! Claro estavam mais interessados com a inspecção. Passado uns dias perguntei à minha coordenadora se já tinha resposta para mim ao qual ela me respondeu que não mas, que iam ter uma reunião, para eu colocar num papel  o que pretendia para ela falar. Assim fiz mas acrescentei mais uma pergunta. Pensei que seria também vantajoso se alargassemos à comunidade educativa, isto é aos encarregados de educação. Quantos mais melhor pensei eu!
No dia seguinte perguntei se já havia resposta. Havia mas, este pedido tinha agora de passar por uma pessoa no agrupamento ligada com a área da saúde. Os dias foram passando e até agora nada. Na passada quinta- feira voltei à carga. Voltei a perguntar em que ponto da situação estávamos. A coordenadora respondeu-me que este pedido agora tinha de ir a uma reunião de pedagógico para ser aprovado. Vocês vejam só!!!!
Na sexta-feira estava eu na escola a ajudar as colegas quando para meu espanto, vejo duas pessoas a entrar na escola. Estavam a fazer uma campanha de solidariedade pedindo roupas usadas ( pedido ao qual eu não sou contra) mas em troca estavam a fazer publicidade a um detergente entregando ao mesmo tempo, panfletos de desconto na compra do dito detergente. Eu achei aquilo demais e indignada perguntei se essa campanha de solidariedade que até envolvia publicidade tinha sido também aprovada em pedagógico. É claro que eu já sabia a resposta pois, a reunião de pedagógico vai acontecer ainda no dia 13.
Ou seja para ajudar no sofrimento de uma criança ou de outras, para dar esperança de vida a alguém, para parar com os agressivos tratamentos a que são sujeitos até arranjarem dador compatível é preciso quase pedir de joelhos. Os outros que fazem campanha e publicidade ao que pretendem não necessitam de fazer nada é só entrar e pronto objectivo conseguido.
Agora reparem, a reunião é no dia 13, dia 17 inicia a primeira interrupção lectiva o que quer dizer que este pedido vai ficar adiado para o mês de janeiro isto com muita sorte. E agora diga-me lá não é de eu ficar FURIOSA.
 Será que ninguém pensa que isto pode acontecer a um de nós e nessa altura também gostavam  de ter ajuda?
Juro-vos eu às vezes apetecia-me ... nem sei o que vos dizer sinceramente