quarta-feira, 16 de março de 2011


Mais informações....

Quais os factores de risco para o cancro da Mama?

Continua a não ser conhecida uma causa específica para o cancro da mama. Provavelmente não se trata apenas de uma causa mas de um conjunto de associações que vão determinar o aparecimento da doença.
No entanto, há alguns factores que parecem estar associados ao risco aumentado para ter cancro da mama.
Sendo a mama um órgão sensível, é conveniente ter cuidado e evitar traumatismos; no entanto, é importante referir que nunca se provou qualquer relação entre trauma e cancro da mama.
O cancro da mama não é uma doença contagiosa, ou seja, não se "apanha" a doença de outra pessoa.
Foram já identificados alguns factores de risco para o cancro da mama. Os factores de risco para cancro não têm todos a mesma importância. Os factores major são aqueles que aumentam realmente o risco de vir a ter um cancro da mama (mais de duas vezes o risco da população geral) Os factores de risco minor são aqueles em que o aumento de risco é muito ligeiro.

Factores de risco major

Idade: a possibilidade de ter cancro da mama aumenta com o aumento da idade; uma mulher com mais de 60 anos apresenta maior risco, ou seja, mais idade implica maior risco para cancro da mama.
Sendo o cancro uma doença dos tecidos e órgãos, à medida que estes vão envelhecendo, começa a “aumentar” a possibilidade de ter cancro, reforçando uma expressão cada vez mais ouvida, de que o cancro deverá ser considerado como uma doença crónica que acompanha o envelhecimento.
Efectivamente, grande parte dos diferentes tipos de cancro surge em pessoas com mais de 65 anos.
No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades.

História pessoal de cancro da mama: uma mulher que já tenha tido cancro da mama, numa mama,tem maior risco de ter a doença na outra mama. No entanto e porque a vigilância nessas mulheres é regular a descoberta de um segundo cancro, quando acontece, é habitualmente em fase precoce e não altera o prognóstico.

História familiar: o risco de ter cancro da mama aumenta quando há história familiar de cancro da mama, ou seja, se a mãe, tia ou irmã tiveram cancro da mama, especialmente em idade jovem (antes dos 40 anos); ter outros familiares com cancro da mama, do lado materno ou paterno pode, também, aumentar o risco de vir a ter cancro da mama. Para as situações de história familiar de cancro da mama existem as consultas de aconselhamento genético. Nestas consultas é feito um cálculo do risco para a existência de uma alteração genética, que, se for muito elevado, poderá levar à realização do teste genético para a pesuisa de mutações.

Alterações genéticas (mutações): há alterações em determinados genes, como sejam os genes BRCA1, BRCA2, entre outros, que aumentam o risco de ter cancro da mama; estas alterações específicas podem ser detectadas em famílias com vários casos de cancro da mama, através de testes genéticos. Nestes casos, podem ser sugeridas algumas medidas para tentar diminuir o risco de cancro da mama e assegurar a sua detecção precoce. As mulheres saudáveis que tenham herdado alterações genéticas que conferem “alto risco” são seguidas de forma diferente das outras mulheres e têm recomendação para exames de vigilância diferentes: podem fazer ressonância magnética adicionalmente à mamografia e, caso o desejem, podem fazer prevenção pela cirurgia.
Neste caso, incluem-se a mastectomia bilateral profiláctica com reconstrução mamária, a mastectomia profiláctica contralateral (nas mulheres que já tiveram cancro numa mama e têm alto risco de bilateralidade) e a ooforectomia (nestas famílias existe risco de cancro do ovário e esta cirurgia previne o cancro do ovário, além de contribuir, nas mulheres em pré-menopausa, para a prevenção do cancro da mama).
Este grupo de mulheres com alterações genéticas representa apenas um grupo muito pequeno de mulheres no universo do cancro da mama. A maior parte das mulheres com cancro da mama tem o que chamamos o cancro da mama esporádico (sem relação familiar).

Presença de células anormais na mama: por vezes, a mama tem células que parecem anormais, quando vistas ao microscópio; a presença de determinado tipo de células anormais, como acontece na hiperplasia atípica ou no carcinoma lobular in- situ, aumenta o risco de cancro da mama.Estas células anormais não se vêm nos exames de imagem e são descobertas apenas porque se realizou uma biópsia.

Radioterapia na zona do peito: mulheres que tenham sido irradiadas na zona do peito antes dos 30 anos, incluindo as mamas, têm risco aumentado para cancro da mama.

Factores de risco minor

História menstrual prolongada: mulheres que tiveram a primeira menstruação em idade precoce (antes dos 12 anos), que tiveram uma menopausa tardia (depois dos 55 anos) ou que nunca tiveram filhos (nuliparidade), estão em risco aumentado para cancro da mama.
No nosso organismo, o crescimento das mamas é controlado pelos estrogénios - hormonas femininas.
Assim sendo, também as células de cancro da mama, se estiverem presentes, irão recorrer aos estrogénios para “se desenvolverem”; como tal, se a primeira menstruação for precoce e a menopausa tardia, a mulher fica mais tempo exposta à acção dos estrogénios que, na presença de cancro, vão como que “alimentá-lo” e permitir o seu desenvolvimento.

Primeira gravidez de termo depois dos 30 anos de idade

Terapêutica hormonal de substituição: mulheres que fazem terapêutica hormonal para a menopausa, com estrogénios ou estrogénios e progesterona, durante 5 ou mais anos após a menopausa, parecem apresentar maior possibilidade de desenvolver cancro da mama; no entanto, este dado ainda não é definitivo.

Etnia (ou raça): o cancro da mama surje com maior frequência em mulheres caucasianas (brancas), comparativamente a mulheres latinas, Asiáticas ou Afro-Americanas.

Densidade do tecido mamário: mulheres mais velhas que na mamografia (raio-X da mama) apresentam, essencialmente, tecido denso e não tecido gordo, têm risco aumentado para cancro da mama.

Obesidade depois da menopausa: as mulheres que são obesas ou que têm grande aumento de peso, depois da menopausa, têm risco aumentado para cancro da mama. Porquê? Porque a obesidade está relacionada com um elevado nível de gordura corporal e, como o nosso organismo produz alguns estrogénios (hormona feminina) no tecido gordo é, assim, mais provável que mulheres obesas apresentem níveis elevados de estrogénios e, consequentemente, risco aumentado para cancro da mama.

Falta de exercício físico: mulheres que não fazem exercício físico, durante a sua vida, parecem ter um risco aumentado para cancro da mama. Tal como já foi referido, a acumulação de gordura no corpo pode aumentar a produção de estrogénios; também a obesidade do tipo “pêra”, na qual se acumula gordura em torno da cintura, aumenta o risco de cancro da mama.
A prática de exercício físico moderado e regular reduz os níveis de gordura corporal. A manutenção de um corpo relativamente magro, com pouca gordura e não apenas leve, é importante para a prevenção do cancro da mama.

Álcool: alguns estudos sugerem haver uma relação entre a maior ingestão de bebidas alcoólicas e o risco aumentado para cancro da mama.

Alguns dos factores de risco aqui enumerados podem ser evitados; outros não, como o sexo, idade e a história familiar.
No entanto, é sempre útil saber e estar consciente de quais os principais factores de risco já identificados, ainda que muitas mulheres com estes factores não venham nunca a desenvolver cancro da mama.
Não hesite em falar com o seu médico, sempre que tenha dúvidas sobre o cancro da mama ou se pensa ter risco aumentado para cancro da mama.



Parabéns Filha!
Hoje fui mãe pela primeira vez. Uma experiência única e maravilhosa. Às 20:09 nasceu a Beatriz com 2,240kg e 45cm. Era muito pequenina. Nasceu no dia em que fazia 37 semanas de gestação. Nasceu antes do tempo pois eu tive pré-eclampsia. Estive dois dias para a ter. A Beatriz não queria de maneira alguma nascer. No dia anterior ao seu nascimento eu estive ligada às "cintas" e com ocitocina mas não havia sinais de querer nascer. No dia de hoje ( à cinco anos atrás) as médicas rebentaram-me as "águas" para que ela podesse nascer. Ai sim! Ao fim de 12 horas de trabalho de parto fui para cesariana pois só consegui fazer 4 dedos de dilatação. Nasceu no dia em que a avó materna faz anos. Hoje recordo este momento com muito carinho e com muita muita saudade. PARABÉNS filhota a mamã ADORA-TE MUITO. Beijinhos amor.