quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais sobre a Divisão Celular
O processo de divisão celular é regulado por uma série de mecanismos de controlo, que “dão ordem” à célula para se dividir ou para permanecer estática (não se dividir), consoante as necessidades do nosso organismo. Como exemplo, temos as células superficiais da pele: como há um “desgaste” constante, as células subjacentes estão continuadamente a dividir-se, a um ritmo predeterminado e estabelecido, para poder haver substituição. Todo este processo é regulado por “mensagens impressas” nos genes, que se situam nos cromossomas.
Numa célula, quando estes mecanismos de controlo são ou estão alterados, as células perdem a capacidade de limitar e comandar o seu próprio crescimento iniciando, esta célula e as suas descendentes (células filhas), uma divisão descontrolada, com as células a dividirem-se e a multiplicarem-se muito rapidamente e de forma aleatória que, com o tempo, dará lugar a um tumor – massa formada pela divisão repetida de células anormais.
 O cancro tem origem nas células, e é a consequência das células receberem mensagens "erradas", provenientes dos seus genes. A investigação molecular recente demonstrou que, por vezes, um gene que tem estado inactivo, nas células normais, por algum motivo entra em actividade e pode ser responsável por estas mensagens inadequadas. Estes genes “promotores” do cancro são designados "oncogenes".
 Quando as células recebem a "ordem" de divisão "errada", podem acontecer várias coisas:
 A divisão celular torna-se descontrolada: a célula cancerígena e as suas descendentes (células filhas) dividem-se mais depressa do que as células dos tecidos "vizinhos".As células "filhas" são, geralmente, menos especializadas do que as células normais a que correspondem; muitas vezes, embora conservem algumas características da célula normal de origem, são incapazes de desempenhar as mesmas funções desta.
Como as células cancerosas continuam a dividir-se mais depressa do que as dos tecidos vizinhos, formam uma massa volumosa e, através de um processo designado "infiltração", começam a "abrir caminho" por entre as células em seu redor.

Ao fim de algum tempo, as células cancerosas que romperam o seu tecido, podem alcançar um vaso sanguíneo ou um canal linfático, onde pequenos grupos de células do cancro podem "soltar-se" e entrar em circulação, podendo "depositar-se" noutras partes do corpo, onde formam outro cancro - secundário (metástases): este processo tem o nome de metastização.

A palavra “cancro” permite identificar, de forma genérica, o vasto conjunto de doenças que são os tumores malignos. Estes são muito diversos, com causas, evolução e tratamento diferentes, para cada tipo de tumor maligno, mas tendo em conta uma característica comum: a divisão e crescimento descontrolado das células.
No entanto, é importante perceber que nem todos os tumores dão origem a cancro.
Os tumores podem ser benignos ou malignos, sendo as principais diferenças:
 
Tumores benignos
Tumores malignos
Não são "cancro"São "cancro"
Regra geral não põem a vida em riscoPodem pôr a vida em risco
Podem ser removidos (salvo excepções)Podem ser removidos (salvo excepções)
Muitas vezes regridemPodem voltar a aparecer ou crescer (recidivas)
As células não metastizam (não há disseminação)As células podem invadir e danificar os tecidos e órgãos "vizinhos" e podem, ainda, libertar-se do tumor de origem (ou primário) e entrar em circulação - metastização à distância

Quando as células tumorais "entram" nos vasos linfáticos ou nos vasos sanguíneos, entram em circulação e podem "colonizar" outros órgãos, mesmo à distância - significa que o tumor está metastizado. Neste caso, o "novo" tumor tem o mesmo tipo de células "anormais" do tumor primário.

Exemplo: Se as células de um cancro da mama metastizarem para o osso, as células tumorais encontradas no osso serão células de "cancro da mama" (tumor secundário) - estamos perante um cancro da mama metastizado e não um tumor ósseo primário, devendo ser tratado como cancro da mama.

Quando não é diagnosticado a tempo, o tumor pode "espalhar-se" pelo organismo - metastizar -, tornando o seu "combate" bastante mais complexo.
O nome dado a grande parte dos cancros provém do tumor inicial ou de origem. Por exemplo, o cancro do pulmão tem início ou origem nas células do pulmão, enquanto o cancro da mama tem origem nas células da mama. O linfoma é um tipo de cancro com origem no sistema linfático; por seu lado, a leucemia tem início nas células brancas do sangue ou leucócitos.
Mais uma Etapa
A primeira quimio já passou como publiquei no dia 9 de Fevereiro. Estive de ressacar durante cinco dias. Nem parecia eu. Apoderou-se de mim um cansaço!!!!!
 Agora estou melhor mas confesso que estou com medo da próxima.
O meu cabelo infelizmente já começou a dar sinais de queda. Sai em fios. Estou muito triste por isso mas não posso fazer nada. Faz parte do processo. Os pelos também já começaram a cair. Esses eu não me importo nada até podia não crescer mais.
Estou também preocupada com dois nódulos que me apareceram nas ecografias que fiz. Um no útero e outro no fígado. A médica disse-me para não me preocupar, que ela não está preocupada mas, mesmo assim estou com receio. Só vou sossegar quando fizer a tac hépatica. No I.P.O. este exame está atrasado 6 meses por isso se a médica da direcção der ordem vou realizar o exame fora. Não consigo esperar tanto tempo.
A boa noticia é que depois da quimio a médica vai-me marcar uma consulta na cirurgia plástica para a minha reconstrução. Vamos lá ver!!
Dia 28 segunda-feira vou fazer as analises para no dia 1 de Março fazer a segunda sessão de quimio. Espero que esteja tudo bem.
Queridos leitores espero que estas informações que publico aqui vos sejam úteis. Vou publicando à medida que conto a minha história.  As informações e as imagens que aqui publico não são da minha autoria. São pesquisadas e retiradas da net. Espero que gostem beijinhos.