quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O que é o cancro? Como tem origem o cancro?

É imprescindível ter presente que ao termo “cancro” correspondem mais de cem doenças diferentes, com diferentes causas, com diferentes factores de risco, com diferentes tratamentos e com diferentes prognósticos. Assim, sendo doenças tão afastadas entre si como são o cancro da mama e o melanoma, as leucemias e o cancro da próstata ou o cancro do cólon e os linfomas, têm, no entanto, um conjunto de características comuns que lhes conferem uma identidade própria, uma evolução semelhante, um significado biológico próximo.
 De uma forma geral, as doenças oncológicas são caracterizadas pela existência de células anormais, crescendo de uma forma descontrolada, com a capacidade de invadir os tecidos vizinhos e de se distribuírem, por vezes, por locais distantes da localização inicial, originando as metástases à distância. Outra característica comum, e com bastante importância, é o facto de todas se denominarem neoplasias (de NEOS = novo + PLASIA = crescimento).
 O nosso organismo é constituído por muitos milhões de células – unidades microscópicas; um conjunto de células forma um tecido que, por sua vez, forma os órgãos do nosso corpo.
 Normalmente, as células crescem e dividem-se, periodicamente e de forma regular, para dar lugar a novas células.
 No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células, com a finalidade de manter a integridade e correcto funcionamento dos diferente órgãos.
 No entanto, este processo ordeiro e controlado pode correr mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite delas e as células velhas não morrem “de acordo com o que estaria previsto”. Este conjunto de células “em excesso” forma um tumor.
 No processo de divisão celular, cada célula “mãe” divide-se e dá origem a duas “células filhas”, de características semelhantes.
Na divisão celular normal, cada célula “passa” por diversas fases de “preparação”, para que todo o processo decorra com normalidade.
Em condições normais, este é um processo ordenado e controlado, responsável pela formação, crescimento e regeneração de tecidos saudáveis do corpo.

Consumo de alimentos saudáveis pode ajudar na prevenção do cancro
Os médicos do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no Brasil, afirmam que o consumo de alimentos variados, de qualidade e em quantidade adequada é um dos principais factores na prevenção do cancro, noticia o site Jornal Hoje.
O sector de nutrição do hospital preparou uma lista com alguns desses alimentos. Uma fonte de betacaroteno está presente em todos os produtos amarelos ou alaranjados, como a cenoura, a manga e a abóbora.

Alimentos amarelos ou alaranjados

“Há alguns estudo que demonstram que o betacaroteno tem um factor de protecção contra os cancros do pulmão e o da mama”, explica Ana Carolina Vieira Sandrini, nutricionista.
O componente “ajuda o organismo a fazer uma limpeza do interior das células. Acredita-se que uma das formas de enfrentar o cancro seja diminuir a quantidade de oxidação dentro das células, por isso facilitaria a morte celular das células cancerosas”, diz Paulo Hoff, oncologista.
A nutricionista afirma que dar preferência à fruta em pedaços é melhor, por causa da fibra. “Diminui o risco de ter prisão de ventre e está associado a uma formação menor de pólipos e cancro do intestino. A ideia é que haja um tempo menor de exposição de substâncias tóxicas no intestino”, revela.

Alimentos vermelhos

A melancia, o tomate e outros alimentos vermelhos têm o chamado licopeno. “É uma substância muito importante. A maior parte dos estudos foram feitos no âmbito do cancro da  próstata, mas o licopeno ajuda certamente no combate a outros tipos de cancro”, afirma o oncologista.
Os especialistas explicam que não adianta comer um prato enorme de peixe hoje e depois passar semanas, ou meses, sem este alimento na ementa. O peixe é sempre apontado como uma boa opção alimentar por nutricionistas e médicos, porque tem uma gordura boa, chamada ómega 3, que também é um factor de proteção contra o cancro.
As opções são variadas. “Por exemplo, sardinha, atum, cavalinha, arenque, salmão, bacalhau. Mais ou menos um filete por dia”, sugere a nutricionista.

Ómega 3

O ómega 3 também se encontra na linhaça e, em alguns tipos de óleo, como o de soja e o de canola, mas sem exageros, porque pode aumentar o “mau” colesterol, o LDL. É possível obter dois benefícios desta semente. “A linhaça inteira tem o benefício da fibra, mas o factor de protecção do ómega 3 obtém-se através da semente desfeita, porque se a linhaça estiver inteira não é digerida pelo organismo”, explica.
A carne também ajuda na prevenção do cancro. “A recomendação mundial de prevenção do cancro é limitar o consumo de 500 gramas de carne por semana”, diz Ana Carolina.
Os especialistas alertam para os grelhados queimados, as pipocas queimadas ou o pão torrado demais . "Produtos de alta combustão, que levam a queimados externos, também pode favorecer o desenvolvimento do cancro", explica a nutricionista.

Frutas e vegetais

O director do Instituto do Câncer de São Paulo diz que quanto mais cedo a alimentação saudável fizer parte da rotina, maiores são os benefícios. “Uma ementa que visa estimular as pessoas a terem uma alimentação melhor, que possa ajudá-las não só no tratamento e recuperação de uma doença como o cancro, mas também de problemas cardiovasculares e de outras doenças a longo prazo”, afirma Paulo Hoff, oncologista.
"É importante colocar nesta alimentação, no mínimo 400 gramas de frutas e/ou hortaliças por dia, que são aproximadamente cinco porções. Esta é a recomendação do Fundo Mundial de Investigação para o Cancro", completa a nutricionista.
Os médicos recomendam também que as substâncias citadas na reportagem como o betacaroteno ou o licopeno sejam adquiridas através do consumo de alimentos frescos e não de suplementos alimentares.

Os tratamentos

A próxima etapa era a consulta de grupo. Nesta consulta iam-me dizer qual o resultado da analise dos carcinomas e o tratamento que ia realizar. Eu não queria fazer quimioterapia pois tinha medo dos efeitos secundários mais precisamente da queda de cabelo. Fui chamada para a consulta. Era uma médica que eu nunca tinha visto. Informou-me que estava tudo muito no inicio. Um dos nódulos tinha 1 cm e o outro 0,5cm.
Não ia fazer radioterapia, mas ia fazer quimioterapia (4 sessões) e hormonoterapia. Perguntei se era uma quimio forte ao qual ela me respondeu que não há quimio fortes e se eu estava era a perguntar se fazia cair o cabelo sim, disse ela toda a quimioterapia da mama tem esse efeito secundário. Chorei um pouco. Já não chegava ter perdido a mama agora ia também perder o cabelo. Pedi um relatório médico. Sai do gabinete e fiquei à espera das informações que a enfermeira me ia dar. A enfermeira explicou-me o que ia fazer e como tudo se ia processar. Ia fazer um exame ao coração para ver se estava tudo bem para iniciar o tratamento e ia fazer analises. Depois deste exame e das análises ia ter uma consulta com a médica que me ia acompanhar neste tratamento.
 Só depois então marcava a 1ª sessão de quimio. Esta quimio era preventiva só mesmo com esta função pois os médicos achavam que eu estava curada mas não fossem haver alguma célula microscópica que tivesse escapado com a quimio, ia ser destruída. 
 Lá fui eu com o meu marido para a consulta com a Drª Susana. Contei-lhe quais os tratamentos que ia fazer. Ela ficou contente por não fazer a radio e fazer só 4 sessões de quimio. Ela foi ver no computador resultado histológico da analise. Disse-me que os nódulos felizmente não eram nada de maior. Ainda bem!!
Disse-lhe que estava à espera do relatório médico. Ela queria ver. Fui ver se estava pronto e voltei para lhe mostrar. Leu e mais uma vez me disse que dentro do mal estava tudo ok e que eu não ia fazer das quimios mais fortes. Fiquei toda contente. Disse-me para marcar um consulta com ela no dia em que ia ter consulta com a psicóloga e com a médica que me ia seguir a quimioterapia.
Assim fiz. Mal sai marquei a consulta.
No dia marcado fiz as analises e o F.E.V. (exame ao coração). Estive mais ou menos uma hora para fazer o exame. Só esperava que estivesse tudo bem.
Passado uns dias lá estava eu outra vez no I.P.O..Passamos a vida nisto consultas, exames, consultas...
Fui então falar com a Drª Ana Ferreira que ia ser a minha médica a partir daquele momento. Fez-me umas perguntas, escreveu, no meu processo e examinou-me.
No final explicou-me como era o tratamento, os cuidados que eu devia ter e receitou-me alguma medicação que eu ia necessitar. Acabei a consulta e ainda fiquei à espera para falar com a enfermeira. Esta voltou-me a explicar com tudo se ia processar e quais os cuidados ter. Saí e fui marcar a quimio. Ficou para dia 8 de Janeiro às 17:30.
Fui para a consulta com a psiquiatra para lhe dizer quando começava a quimio. Para meu espanto estava também lá a psicóloga. Estivemos as três a conversar.  Chorei um pouco. Pensei que estava preparada para o tratamento mas agora que a data estava marcada ,senti que não estava assim tão bem preparada como imaginava. Segundo elas era natural as pacientes terem essa reacção. Também lhes falei num pensamento que tinha tido no dia anterior. Questionei-me o que teriam feito à minha mama. Àquele pedaço de mim que deu de mamar aos meus filhos e os aconchegou quando eles choravam. Era um pedaço de mim do qual eu não me despedi.  O qual eu não tive a oportunidade de enterrar como se faz quando se perde um ente querido. Sim esta perda era encarada por mim como a perda de alguém que a gente ama.
Ouviram-me com toda a atenção. Disseram-me que ia correr tudo bem. A psicóloga ficou de se encontrar comigo no dia em que ia fazer a quimio. Despedimos. Voltei para casa um pouco mais aliviada depois desta conversa.

 

Projecto Mama Help apresentado hoje

O centro que abrirá no Porto visa dar apoio não médico a todos os doentes com cancro da mama


O Mama Help será um espaço físico dedicado ao suporte não médico (psicológico, nutricional, social, profissional, etc.) e ao esclarecimento de doentes com cancro da mama (de qualquer idade, de ambos os sexos, em qualquer fase da doença) e seus familiares e amigos.
Pretende-se que seja Um centro de referência para a orientação e realização de terapias complementares, sempre a partir do conhecimento do tratamento médico convencional para cada caso, aplicando o conceito que actualmente se denomina de medicina integrativa (a utilização das duas formas de medicina lado a lado com o conhecimento permanente das duas realidades).
A mentora e directora do Centro é Maria João Cardoso, que dirige, também, a Cirurgia Mamária na Unidade de Mama da Fundação Champalimaud, e será coadjuvada por um conselho científico e um conselho de curadores que integram nomes como Sobrinho Simões, Margarida Damasceno, Fátima Cardoso, Leonor Beleza, Carvalho Guerra, Raquel Seruca, entre outros.
Voluntariado

Uma considerável parte das actividades da Associação dependerá do papel essencial dos voluntários.
Uma das principais áreas de intervenção do voluntariado irá ser a participação nas "Equipas de Sonhos" responsáveis pela realização do sonhos das crianças. Integrados nestas equipas, os voluntários deverão entrar em contacto com as famílias, com as próprias crianças, com o pessoal dos Hospitais e Instituições Médicas e com o pessoal de Assistência Social e de outras organizações de solidariedade social que já trabalhem com as crianças em causa.
Para este efeito, está a ser desenhado um Programa de Formação de Voluntários, que tem em conta, não apenas os aspectos práticos que se prendem com a forma como deverá decorrer o processo de realização dos sonhos (acima descrito), mas sobretudo a componente psicológica do tratamento de crianças e adolescentes em situações de doença crónica ou em fase avançada e, finalmente, a parte técnica e informativa sobre todos os contornos das doenças com as quais irão conviver mais de perto.


O que tem de fazer para ser voluntário?
1- Preencher a ficha de candidatura:
Ficha de Voluntario (DOC/102KB)
Ficha de Voluntario (PDF/116KB)
2- Guardar o ficheiro no ambiente de trabalho
3- Escolher a área de voluntariado abaixo descrita
4- Anexar o formulário devidamente preenchido
5- Enviar


Áreas de voluntariado:
Participação nas Equipas de Sonhos - contacto com crianças, famílias, amigos e pessoal médico Participação nas Equipas de Sonhos - organização administrativa e produção dos eventos de realização dos sonhos Organização administrativa na Sede Apoio à contabilidade Apoio informático Apoio em assessoria de gestão Participação como Coordenador de projectos específicos promovidos pela Associação Apoio na Recolha de Apoios e Parcerias para a Associação Participação na realização de eventos realizados pela Associação, como animadores ou acompanhantes Acompanhamento psicológico das famílias - somente para pessoal especializado Acompanhamento psicológico dos voluntários - somente para pessoal especializado Apoio na organização de cursos, conferências, seminários e workshops promovidos pela Associação Participação em sessões abertas ao público como oradores Apoio de voluntariado em geral

Se quer participar nas actividades da Associação Terra dos Sonhos, escolha a área que melhor se adapta ao seu perfil. Será contactado pela Associação com a maior brevidade possível.
http://www.terradossonhos.org/pt/voluntarios.html